quinta-feira, 28 de setembro de 2017

Bolsa Família



Com prazo no final, sete estados já prestaram contas da gestão do Bolsa Família
  • 28/09/2017 17h41
  • Brasília




Julia Buonafina *
Os estados e municípios têm até sábado (30) para lançar no Sistema SuasWeb a prestação de contas dos recursos para execução do Programa Bolsa Família. Os dados vão compor o Índice de Gestão Descentralizada (IGD) de 2016, que mostra a qualidade da gestão local do Programa Bolsa Família e do Cadastro Único.

Até o momento, apenas sete estados e mais de 2 mil cidades brasileiras fizeram a prestação de contas. Caso as informações não sejam repassadas no prazo, o repasse do recurso de gestão fica suspenso, mas os beneficiários não serão afetados e continuarão recebendo o dinheiro do Bolsa Família.
Saiba Mais
É com base no IGD que o Ministério do Desenvolvimento Social calcula o repasse dos recursos de gestão dos programas para os entes federativos. O balanço das contas será enviado aos conselhos municipais e estaduais de Assistência Social para validar as informações.

A comprovação dos gastos é analisada pelos conselhos locais de Assistência Social, que têm mais um mês para apreciar e validar as contas. Os valores recebidos variam conforme o desempenho na gestão dos programas, que é medido pelo Índice de Gestão Descentralizada (IGD).

Após a validação das informações, o Ministério do Desenvolvimento Social, que apoia as ações voltadas à gestão e execução do Bolsa Família, repassará os recursos, que servem para custear internet, equipamentos de informática e até mesmo veículos.
* Estagiária sob orientação do editor Davi Oliveira
Edição: Davi Oliveira
 

domingo, 10 de setembro de 2017

Aqui na América




Estudar em Lima, no Peru: boas universidades e bolsas de estudos!
Por Colunista do Estudar Fora



Por Priscila Faria
No início de 2016, eu estive no Peru como turista, e por alguma razão, eu gostei muito de Lima e coloquei como objetivo para 2017 viver no Peru. Eu estava caminhando por um bairro de Lima, quando minha amiga me mostrou a universidade em que ela havia estudado. Segundo ela, uma das melhores universidades do Peru. Pude ver o tamanho e exuberância dos três edifícios, e veio em minha cabeça: “Um dia eu vou estudar em Lima aqui também”. Eu não sabia como, nem quando exatamente, mas eu sabia que eu queria.

Eu não estava feliz com minha rotina no Brasil e sentia que precisava respirar novos ares, viver algo novo. Durante todo o ano de 2016, eu acordava e dormia buscando bolsas de estudos (principalmente aqui no Estudar Fora!) e depois de muitas aplicações para processos seletivos, eu consegui! Consegui a bolsa de estudos do Programa Santander Ibero-americanas, hoje vim estudar em Lima – estou cursando um semestre de graduação exatamente onde eu havia mentalizado: Universidad del Pacífico, uma das universidades mais renomadas do Peru, destacada na área de ciências empresariais e empreendedorismo.

Como é a bolsa para estudar em Lima?
A bolsa-auxílio de 3 mil euros (aproximadamente 12 mil reais para todo o semestre) é para te ajudar com despesas referentes a transporte, alimentação, moradia e você pode administrar o valor como achar melhor. Você não precisa se preocupar em pagar o curso da universidade com seu dinheiro, pois ele é concedido por meio da parceria entre sua universidade de origem e a de destino.

Simplificando, quem escolhe os bolsistas é a universidade de origem e quem paga o valor da bolsa é o Santander. Para concorrer a bolsa, você tem que estar matriculado em uma das 123 universidades conveniadas e ser estudante de graduação. Você tem que se inscrever no site do Santander (um questionário simples) e depois seguir as orientações da sua universidade. Como minha universidade de origem é a PUC Minas, foi ela que fez todo o processo de seleção, de acordo com o edital e requisitos próprios. Pode ser que o edital varie de universidade para universidade, mas eu vou contar quais foram as etapas que eu tive que fazer para você ter uma referência.

Como foi o processo seletivo?
Depois de ver que eu cumpria todos os requisitos obrigatórios de acordo com o edital da minha universidade (percentual de aproveitamento de notas, tempo cursado e cursos elegíveis), eu enviei uma carta de intenções explicando o motivo de interesse no intercâmbio, indicando a 1ª e a 2ª opção de escolha da universidade de destino e período de estudos (você pode escolher qual semestre do ano você quer viajar para o outro país).

Como escolhi estudar em Lima, na Universidad del Pacífico no Peru, tive que comprovar proficiência nível intermediário em espanhol. Calma! Não precisa ser certificado oficial! Sob orientação da minha universidade, eu paguei R$ 60 e fiz uma prova de nivelamento em uma instituição de idiomas (questões fechadas, uma redação e um diálogo em espanhol com o avaliador). No dia do nivelamento eu estava bastante ansiosa porque eu nunca havia feito curso de espanhol e somente havia estudado por conta própria semanas antes. Com exceção do meu nervosismo, o processo foi muito tranquilo e agradável.
De quase 100 intercambistas do mundo inteiro que vieram estudar em Lima, eu sou a única que falo português. Imagina o desafio? Não sou fluente em inglês ou espanhol (ainda), mas estou fazendo matérias em ambos para aprender os dois idiomas, ao mesmo tempo que estudo matérias que gosto. Estou tendo aulas sensacionais, professores com currículos impressionantes, e uma infraestrutura gigante na universidade.

Se você também tem um sonho de fazer intercâmbio, você consegue. Não importa se você não tem dinheiro ou não é fluente em outro idioma. Existem bolsas de estudo no mundo inteiro, com uma diversidade de escopo que você nem imagina. As inscrições para o Santander Ibero-americanas estão abertas até o dia 9 de junho! 

 
Sobre Priscila
Priscila Faria é estudante de graduação em Administração de Empresas na PUC Minas e está fazendo o intercâmbio de um semestre na Universidad del Pacífico, em Lima, no Peru. Com perfil empreendedor e apaixonada por negócios, quer construir uma carreira com propósito, trabalhando em empreendimentos com impacto social pelo mundo.

sábado, 12 de agosto de 2017

O planeta agradece



Crescimento da energia eólica se consolida no Brasil
Por RFI
Publicado em 01-09-2016 Modificado em 01-09-2016 em 15:24 








Um ar de prosperidade no setor de energias renováveis sopra com força no Brasil. Os últimos dados da Câmara de Comercialização de Energia indicam um crescimento de 55% da geração de energia eólica no país no primeiro semestre deste ano. Em expansão, o setor responde por 7% de toda a energia produzida no país.

A participação ainda está muito atrás das hidrelétricas, que despontam com mais de 60%, seguidas pelas termelétricas, uma das fontes mais sujas de energia. As perspectivas são animadoras quando se pensa que o potencial eólico do país ainda é subavaliado, como ressalta Ildo Sauer, especialista em energias renováveis da Universidade de São Paulo (USP).

“O Brasil vai ter que rever o quadro regulatório, os investimentos em pesquisa do potencial eólico e sua avaliação, para que a gente consiga fazer primeiro os melhores projetos. Hoje, a medição de vento é considerada um segredo empresarial, por isso não estamos seguindo a sequência dos melhores projetos e de menor custo primeiro. Estamos seguindo os que atendem aos interesses de certos grupos econômicos”, destaca Sauer, que é ex-diretor da Petrobras. “Nós temos recursos: falta organização, planejamento e gestão. Só isso.”

Atualmente, o setor está consolidado no Sul e no Nordeste do Brasil, regiões com os melhores ventos. Mas Sauer destaca que áreas ainda pouco exploradas podem ser promissoras.

“O potencial de São Paulo, por exemplo, é inferior, mas não é desprezível. Tem outras regiões do Brasil, no Centro-Oeste, como no Tocantins, Goiás, no planalto”, afirma. “Há mapas eólicos menos favoráveis, mas não desprezíveis. Eles só precisam ser melhor avaliados.”

O aumento da produção no primeiro semestre se deve à ampliação da capacidade instalada das 400 usinas. Sauer indica que o desenvolvimento tecnológico fez com que o potencial estimado passasse de 140 mil MW para 300 mil MW. Esse valor, no entanto, ainda pode ser bem maior e depende da realização de estudos aprofundados.

Tecnologia aumenta o potencial de produção e diminui os custos
Nesta semana, o maior evento latino-americano do setor, o Brazil Windpower, reúne as gigantes das eólicas para apresentar os últimos lançamentos. Na feira, que ocorre no Rio de Janeiro, a Dois A Tower System, do Rio Grande do Norte, mostra um projeto inovador para reduzir o peso e a espessura das torres e elevar em até 300% a resistência à compressão.

Desta forma, as geradoras podem ser ainda mais altas, com maior potencial de produção de energia. O projeto é feito em parceria com a multinacional Lafarge Holcim S.A.

“Buscamos que novos aerogeradores mais potentes e mais altos possam ser instalados no mercado brasileiro, gerando mais competitividade para os empreendedores e reduzindo o custo da energia gerada”, explica o gerente de Operações da Dois A Tower System, Felipe Vieira de Castro. “Como os ventos entregam mais energia a maiores alturas, os parques eólicos terão necessidade de menos aerogeradores para a mesma quantidade de energia. Obviamente, também reduzem o impacto ambiental desses parques, uma vez que a necessidade de utilização do solo diminui.”

Mais consciência ambiental
Para Castro, o grande desafio do setor no Brasil é aperfeiçoar as redes de linhas de transmissão, especialmente no Nordeste. Ele indica que, num país onde as hidrelétricas reinam, as barreiras para a expansão da energia eólica estão caindo.

“O Brasil passa por um processo cada vez maior de conscientização. Os cidadãos têm muito claro que a energia eólica é muito menos agressiva do que as outras, como a termetétrica ou a hidrelétrica”, constata. “Entendo que é um caminho sem volta, uma trilha que o Brasil traçou e deve continuar por ela, para garantir não só o abastecimento de energia para o país, como garantir que ela terá o menor impacto ambiental possível.”

Ildo Sauer observa que o Brasil se beneficiou da redução dos custos das plantas eólicas nos últimos anos, depois que o setor se desenvolveu na Europa e nos Estados Unidos. A crise nos países desenvolvidos foi outro fator – as indústrias acabaram “desovando” projetos em países emergentes e com potencial, com custos atraentes.