domingo, 5 de maio de 2019

Siderurgia em expansão


Usiminas anuncia que investirá R$ 1 bilhão em 2019
Por Conexão Mineral 18/04/2019 - 17:31 hs
Foto: Usiminas







Depois de três anos registrando investimentos mais modestos (R$ 220 milhões em 2016 e 2017 e R$ 500 milhões em 2018), a Usiminas informou hoje (18/04) aos seus acionistas e ao mercado em geral uma projeção de Capex global da ordem de R$ 1 bilhão. Cerca de 70% do volume anunciado deve ser direcionado à siderurgia, para proporcionar sustentabilidade às operações e contribuir para a perenidade da empresa. Os investimentos devem ser dedicados ainda à segurança e meio ambiente, além da reposição de ativos. “A previsão reflete uma expectativa de melhoria do cenário econômico do país”, afirma o comunicado da empresa.


Durante a apresentação dos resultados do primeiro trimestre de 2019, Sergio Leite, presidente da Usiminas destacou o fato da empresa encerrar o ciclo de revitalização após dois anos e meio e que, a partir de agora o foco é a construção da perenidade da empresa.


Na área de mineração as quatro jazidas na região de Serra Azul (MG), contam com recursos de 2,4 bilhões de toneladas de minério de ferro e os investimentos já concluídos expandiram sua capacidade para 12 milhões t/ano.

A Mineração Usiminas está em fase de investimento  no processo de empilhamento de rejeitos a seco (dry stacking). Com investimento aprovado de  R$140 milhões, a expectativa é que este processo entre em operação no início de 2020, dependendo de licenciamento ambiental externos.

Na parte de siderurgia, tem capacidade de aço bruto de 9,5 milhões de toneladas, sendo 5 milhões de toneladas em Ipatinga e 4,5 milhões em Cubatão, que teve a operação de suas áreas primárias temporariamente suspensa e atualmente processa placas adquiridas.


quarta-feira, 10 de abril de 2019

Renda mais baixo


Inflação para famílias com renda mais baixa fica em 0,77% em março

Publicado em 10/04/2019 - 09:38
Por Vitor Abdala - Repórter da Agencia Brasil Rio de Janeiro

O sistema de transporte público de Fortaleza e da região metropolitana opera abaixo do normal nesta segunda-feira (7), segundo informou o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Ceará (Sindiônibus).

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede a variação de preços da cesta de consumo de famílias com renda até cinco salários mínimos, subiu para 0,77% em março. A taxa é superior ao 0,54% de fevereiro e a maior para meses de março desde 2015 (1,51%). O INPC acumula taxa de 1,68% no ano, a maior para o período desde 2016 (2,93%). Em 12 meses, a taxa acumulada chega a 4,67%.
Segundo dados divulgados hoje (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o INPC ficou acima do IPCA, que mede a inflação oficial e que registrou taxa de 0,75% em março e 4,58% em 12 meses. Os produtos alimentícios tiveram alta de preços de 1,5% em março, contra 0,94% em fevereiro. O agrupamento dos não alimentícios teve inflação de 0,45%, contra 0,37% em fevereiro.
Edição: Valéria Aguiar
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quinta-feira, 4 de abril de 2019

Acidente de trabalho


Campanha destaca necessidade de prevenir acidentes de trabalho
Número de ocorrências caiu nos últimos anos, mas ainda preocupa

Publicado em 03/04/2019 - 19:20
Por Jonas Valente - Repórter da Agência Brasil Brasília

Brasília - Operários retiram forro de zinco da Galeria dos Estados, próximo ao viaduto que desabou no Eixão Sul (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)
 
O governo federal, empresas e entidades sindicais lançaram hoje (3) em Brasília a Campanha Nacional de Prevenção de Acidentes de Trabalho (Canpat) 2019. O objetivo é destacar a necessidade de adotar medidas para evitar tais acidentes, bem como doenças associadas aos empregos. A campanha prevê tantas ações de fiscalização de órgãos como a Secretaria do Trabalho quanto projetos de educação em escolas para apresentar dados sobre o tema e mostrar a importância da prevenção para diminuir os riscos de que esses episódios se reproduzam no ambiente de trabalho.

 Os números ainda são preocupantes no país, a despeito da redução nos últimos anos. Entre 2009 e 2017, a taxa de mortalidade foi reduzida de 7,55 para 5,24 falecimentos a cada mil trabalhadores. No mesmo período, a taxa de incidência de acidentes também caiu, de 21,64 para 13,74 incidentes desse tipo para cada mil trabalhadores.

 Contudo, em 2017 e 2018 houve um aumento dos casos registrados oficialmente (por meio do certificado de acidente de trabalho), que passaram de 450 mil para 466 mil. Desses, 353,3 mil configuraram episódios considerados “típicos” (quando a pessoa está a serviço da empresa), 105,2 mil no trajeto casa-trabalho e 8,4 mil foram doenças associadas à atividade laboral. Já a fiscalização do trabalho do governo federal teve 67.082 registros (como multas e notificações). Destes, 22,6% ocorreram na construção de edifícios, 21,7% em postos de combustíveis, 8,91% em restaurantes e outros estabelecimentos similares e 7,3% em comércio varejista em geral, especialmente supermercados.

Mudança de cultura

Segundo o secretário de Trabalho do Ministério da Economia, Bruno Dalcomo, houve uma redução relevante na incidência de acidentes, mas, em números absolutos, o volume ainda é muito grande. "Mais importante que isso, ainda temos 2,3 mil mortes. Por isso, é importante reforçar iniciativas na construção de uma cultura de prevenção”, afirmou Dalcomo na cerimônia de lançamento da campanha.

Ele destacou que um desafio é a prática de subnotificação no país, quando os acidentes ocorrem, mas a empresa não elabora o CAT, o que impede que o caso seja registrado como tal. De acordo com o secretário, embora este seja um fenômeno geral, ele ainda é muito presente no Brasil. O vice-procurador-geral do Trabalho, Luiz Eduardo Bojart, atribuiu a ocorrência dos acidentes ao “descaso com a prevenção”. “Quando você estabelece negócio, investe em equipamentos e instalações, mas você ‘gasta’ com segurança do trabalho. É vista como ônus”. Ele citou como exemplo o rompimento da barragem de Brumadinho, em Minas Gerais, que considerou um dos maiores acidentes de trabalho do mundo.

O coordenador de Ações Regressivas da Advocacia-Geral da União, o procurador federal Fernando Maciel, também defendeu uma mudança de  cultura sobre o tema para que os empregadores passem a se preocupar efetivamente com os riscos. “Não pode [o empresário] só internalizar o lucro e externalizar para a sociedade as despesas”, afirmou, em referência aos custos dos tratamentos e da cobertura dos afastamentos pelo sistema previdenciário.
Normas

O subsecretário de Inspeção do Trabalho do Ministério da Economia, Celso Amorim, apontou como uma das ações do governo no tema a adoção de soluções tecnológicas para dar mais eficiência à fiscalização. Nesse sentido, informou que o governo está revisando as normas regulamentadoras de segurança e saúde do trabalho, mas afastou a possibilidade de essa flexibilização trazer prejuízos. “Não existe nenhuma expectativa de redução de direitos e efetividade nas normas. O que imaginamos é que possamos trazer mais racionalidade sem nenhuma redução daquilo que é importante. Temos normas antigas. Elas precisam ser efetivas, dar segurança ao trabalhador e ao empregador de que serão cumpridas”, explicou Amorim.

O dirigente da União Geral dos Trabalhadores (UGT), Washington Santos, também presente no lançamento, destacou o papel das normas
regulamentadoras de saúde e segurança do trabalho para instituir obrigações de proteção dos funcionários. “Essas normas evitaram que 8 milhões e 46 mil mortes ocorressem nos últimos 20 anos. ” O diretor da Organização Internacional do Trabalho no Brasil, Martin Hahn, ressaltou a importância da campanha e lembrou que a iniciativa não trata somente de acidentes, mas também das doenças relacionadas ao trabalho, um mal que ainda acomete muitos trabalhadores.

* Texto atualizado às 13h27 do dia 04/04/2019 para correção. O secretário de Trabalho do Ministério da Economia é Bruno Dalcomo, e não Fábio Dalcomo.

 
Edição: Nádia Franco
Tags: acidente de trabalho campanha de prevenção

terça-feira, 19 de março de 2019

Lava Jato


Procuradora pede inquérito contra 18 parlamentares na Lava Jato
Publicado em 18/03/2019 - 21:27
Por André Richter - Repórter da Agência Brasil Brasília
  
A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, pediu hoje (18) ao Supremo Tribunal Federal (STF) a abertura de 18 inquéritos contra deputados federais e senadores do MDB, PT e PROS por supostos desvios na Petrobras, fatos que são investigados na Operação Lava Jato. Os nomes dos acusados e o teor das acusações são mantidos em segredo de Justiça.

A  procuradora-geral da República, Raquel Dodge, participa do Seminário Desjudicialização, Proteção e Defesa do Consumidor
A procuradora-geral da República, Raquel Dodge - José Cruz/Arquivo/Agência Brasil


O pedido para abertura das investigações já levou em conta a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que reconheceu, na semana passada, a competência da Justiça Eleitoral para investigar crimes de corrupção quando envolverem simultaneamente caixa 2 de campanha e outros crimes comuns, como lavagem de dinheiro. 
No entendimento de Raquel Dodge, não é possível definir a competência para julgar o caso porque as investigações ainda estão no começo. "A cisão requerida não implica definição de competência judicial, que deverá ser posteriormente avaliada nas instâncias próprias e diante da denúncia feita pelo Ministério Público", disse a procuradora.

Ela informou que deve permanecer no Supremo somente a parte da investigação que não envolve parlamentares com foro privilegiado na Corte. 

Dessa forma, terceiros, que não têm a prerrogativa de ser processados na Corte, devem responder às acusações na 13ª Vara da Justiça Federal em Curitiba, chefiada pelos juízes Luiz Antônio Bonat e Gabriela Hardt, ou na 7ª Vara Federal no Rio de Janeiro, comandada pelo juiz Marcelo Bretas. 

De acordo com a Procuradoria-Geral da República, a nova investigação envolve 90 depoimentos de delação. 
Edição: Nádia Franco

sexta-feira, 8 de março de 2019

Mortes por AVC


Cai número de mortes por AVC entre mulheres de 30 e 69 anos no país
Publicado em 08/03/2019 - 12:49
Por Da Agência Brasil Brasília 


O Acidente Vascular Cerebral (AVC) e as doenças cardíacas estão matando menos as mulheres com idade entre 30 e 69 anos no país. Estudo do Ministério da Saúde mostra que no período de 2010 a 2016 a taxa de óbitos por AVC caiu 11% e por doenças cardíacas 6,2%.

Os dados do estudo Saúde Brasil 2018, divulgados hoje (8), registra que o índice para AVC caiu de 39,5 para 35,2 óbitos por 100 mil habitantes do sexo feminino. As doenças cardíacas apresentaram queda de 55 para 51,6 óbitos por 100 mil.
Apesar da queda, as duas doenças continuam sendo as que mais matam a população feminina entre 30 e 69 anos. As doenças cardíacas e o AVC são classificadas como doenças crônicas não-transmissíveis, sendo preveníveis. Esse grupo tem quatro fatores de risco em comum que são o tabagismo, a atividade física insuficiente, o uso nocivo do álcool e a falta de alimentação saudável.

No Brasil, as doenças crônicas não-transmissíveis corresponderam a 54% de todas as mortes, no ano de 2016. Na faixa etária de 30 a 69 anos, representaram 56,1% dos óbitos. O Ministério da Saúde tem um plano de ações estratégicas para o enfrentamento dessas doenças. O plano tem como uma das principais ações a expansão da Atenção Básica. 

Edição: Valéria Aguiar
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