sábado, 12 de agosto de 2017

O planeta agradece



Crescimento da energia eólica se consolida no Brasil
Por RFI
Publicado em 01-09-2016 Modificado em 01-09-2016 em 15:24 








Um ar de prosperidade no setor de energias renováveis sopra com força no Brasil. Os últimos dados da Câmara de Comercialização de Energia indicam um crescimento de 55% da geração de energia eólica no país no primeiro semestre deste ano. Em expansão, o setor responde por 7% de toda a energia produzida no país.

A participação ainda está muito atrás das hidrelétricas, que despontam com mais de 60%, seguidas pelas termelétricas, uma das fontes mais sujas de energia. As perspectivas são animadoras quando se pensa que o potencial eólico do país ainda é subavaliado, como ressalta Ildo Sauer, especialista em energias renováveis da Universidade de São Paulo (USP).

“O Brasil vai ter que rever o quadro regulatório, os investimentos em pesquisa do potencial eólico e sua avaliação, para que a gente consiga fazer primeiro os melhores projetos. Hoje, a medição de vento é considerada um segredo empresarial, por isso não estamos seguindo a sequência dos melhores projetos e de menor custo primeiro. Estamos seguindo os que atendem aos interesses de certos grupos econômicos”, destaca Sauer, que é ex-diretor da Petrobras. “Nós temos recursos: falta organização, planejamento e gestão. Só isso.”

Atualmente, o setor está consolidado no Sul e no Nordeste do Brasil, regiões com os melhores ventos. Mas Sauer destaca que áreas ainda pouco exploradas podem ser promissoras.

“O potencial de São Paulo, por exemplo, é inferior, mas não é desprezível. Tem outras regiões do Brasil, no Centro-Oeste, como no Tocantins, Goiás, no planalto”, afirma. “Há mapas eólicos menos favoráveis, mas não desprezíveis. Eles só precisam ser melhor avaliados.”

O aumento da produção no primeiro semestre se deve à ampliação da capacidade instalada das 400 usinas. Sauer indica que o desenvolvimento tecnológico fez com que o potencial estimado passasse de 140 mil MW para 300 mil MW. Esse valor, no entanto, ainda pode ser bem maior e depende da realização de estudos aprofundados.

Tecnologia aumenta o potencial de produção e diminui os custos
Nesta semana, o maior evento latino-americano do setor, o Brazil Windpower, reúne as gigantes das eólicas para apresentar os últimos lançamentos. Na feira, que ocorre no Rio de Janeiro, a Dois A Tower System, do Rio Grande do Norte, mostra um projeto inovador para reduzir o peso e a espessura das torres e elevar em até 300% a resistência à compressão.

Desta forma, as geradoras podem ser ainda mais altas, com maior potencial de produção de energia. O projeto é feito em parceria com a multinacional Lafarge Holcim S.A.

“Buscamos que novos aerogeradores mais potentes e mais altos possam ser instalados no mercado brasileiro, gerando mais competitividade para os empreendedores e reduzindo o custo da energia gerada”, explica o gerente de Operações da Dois A Tower System, Felipe Vieira de Castro. “Como os ventos entregam mais energia a maiores alturas, os parques eólicos terão necessidade de menos aerogeradores para a mesma quantidade de energia. Obviamente, também reduzem o impacto ambiental desses parques, uma vez que a necessidade de utilização do solo diminui.”

Mais consciência ambiental
Para Castro, o grande desafio do setor no Brasil é aperfeiçoar as redes de linhas de transmissão, especialmente no Nordeste. Ele indica que, num país onde as hidrelétricas reinam, as barreiras para a expansão da energia eólica estão caindo.

“O Brasil passa por um processo cada vez maior de conscientização. Os cidadãos têm muito claro que a energia eólica é muito menos agressiva do que as outras, como a termetétrica ou a hidrelétrica”, constata. “Entendo que é um caminho sem volta, uma trilha que o Brasil traçou e deve continuar por ela, para garantir não só o abastecimento de energia para o país, como garantir que ela terá o menor impacto ambiental possível.”

Ildo Sauer observa que o Brasil se beneficiou da redução dos custos das plantas eólicas nos últimos anos, depois que o setor se desenvolveu na Europa e nos Estados Unidos. A crise nos países desenvolvidos foi outro fator – as indústrias acabaram “desovando” projetos em países emergentes e com potencial, com custos atraentes.


sexta-feira, 26 de maio de 2017

Oportunidade de crescimento humano



Governo dos EUA oferece bolsas integrais para treinamento profissional
Por Nathalia Bustamante
18.05.2017









Mantido pelo governo dos Estados Unidos e realizado em cooperação com a Comissão Fulbright, o H.H.Humphrey Fellowship oferece bolsas de estudos para profissionais que atuem no setor público ou no terceiro setor, e que queiram viver uma experiência de aperfeiçoamento acadêmico e profissional na sua área de atuação. As inscrições para a etapa nacional de seleção estão abertas até 28 de maio. O programa tem duração de 10 meses e, durante este período, os candidatos selecionados serão alocados de acordo com a sua área de interesse em uma das 15 universidades parceiras do programa – entre elas, MIT, Cornell e Boston University. O programa que está com inscrições abertas agora terá início em agosto/setembro de 2018.


O que a bolsa da Comissão Fulbright inclui
Os benefícios da bolsa incluem isenção total das taxas escolares; valores mensais para manutenção, de acordo com a localidade nos Estados Unidos; auxílio para instalação e subsídios para compra de um notebook e livros; passagens de ida e volta aos Estados Unidos; seguro saúde e curso intensivo de inglês para os selecionados que não possuírem a fluência mínima exigida.

Entre os pré-requisitos para candidatura, estão: possuir graduação completa e mínimo de cinco anos de experiência após a conclusão da graduação; ter fluência em inglês; não ter estudado um ano ou mais em universidade americana nem trabalhado mais de seis meses nos Estados Unidos nos últimos 5 anos. É um diferencial atuar nas áreas prioritárias: de desenvolvimento sustentável, fortalecimento de instituições democráticas ou saúde pública.

Como se inscrever para a H. H. Humphrey Fellowship
As inscrições são feitas online através de preenchimento de formulário e envio de documentos, tais como: diploma e histórico escolar, duas cartas de recomendação em inglês, duas redações e comprovante de proficiência em inglês. Confira aqui o edital com os detalhes da documentação e dos benefícios, e aqui o passo-a-passo para submeter a inscrição na plataforma online.

Um comitê nacional avaliará os candidatos e enviará recomendações para o comitê internacional. Os resultados da etapa nacional serão divulgados em julho, e da seleção internacional a partir de fevereiro de 2017.

O Programa H.H.Humphrey é a única bolsa Fullbright direcionada a profissionais e, ao longo de 38 anos, já beneficiou mais de 5 mil profissionais de 160 países. Na edição de 2015-2016, foram selecionados 167 bolsistas de 90 países. Para mais informações sobre o programa e seus ex-alunos, acesse o site oficial.

terça-feira, 9 de maio de 2017

Na língua de Camões



Estudar em Porto, Portugal: Saiba como é a experiência
Por Redação do Estudar Fora
Estudar em Porto, Portugal: Saiba como é a experiência





Por Vivian Carrer Elias
Muitas vezes, ao planejar o seu intercâmbio, o estudante deseja que essa experiência também inclua o aprendizado de uma nova língua. Por isso, muitos deixam de cogitar Portugal como uma das opções de destino.

No entanto, existem muitos motivos motivos para incluir o país na lista de possíveis locais para o intercâmbio. Entre eles, custo de vida baixo, lindas paisagens, vida cultural intensa e gastronomia rica.

As principais cidades universitárias de Portugal são Lisboa, Coimbra e Porto. Esta última é conhecida pela faixa litorânea, a arquitetura colorida e o seu centro histórico, considerado Patrimônio Mundial pela Unesco. É a segunda maior cidade de Portugal, atrás somente de Lisboa, e possui intensa vida cultural, mas sem perder a tranquilidade de uma cidade de 230 000 habitantes.

Se compararmos com São Paulo, que é a minha cidade, é um lugar pequeno, mas trata-se da segunda maior cidade de Portugal e lá tem muita coisa pra se fazer.

Ficou interessado? Confira a experiência de duas brasileiras que foram estudar no Porto durante a graduação:

Mariane de Mello, 26 anos. É formada em nutrição pela Universidade Estadual Paulista (Unesp) e, em 2010, cursou um semestre da faculdade na Universidade do Porto.
“Minhas aulas foram todas em português e, como eu tive a liberdade de escolher as disciplinas que iria cursar, optei justamente por aquelas que mais deixaram a desejar na minha graduação no Brasil. Achei as aulas eram muito boas. Algumas com recomendações e enfoques diferentes ao que estava acostumada, devido à cultura alimentar de cada país. Os alunos eram bem interessados.

Apesar de as aulas terem sido em português, no início tive dificuldade para compreender tudo o que estava sendo abordado por causa do sotaque, mas logo fui me acostumando com a “nova” língua. É engraçado, mas em Portugal assisti a uma disciplina sobre alimentação e diabetes, assunto que foi o tema do meu mestrado alguns anos depois. Mas, na época, eu nem pensava em aprofundar os estudos nessa área.

Eu gostei muito de estudar no Porto. Os cidadãos de lá levam uma vida simples e com muita qualidade. É uma mistura de cidade com a calmaria do interior e a paisagem litorânea. Tem lugares muito bonitos, considerados patrimônio da humanidade e uma vista incrível da Ribeira. E tem a vantagem dos costumes alimentares não serem tão diferentes dos nossos. As pessoas são educadas e no geral te tratam bem e sempre há um brasileiro por perto.

O intercâmbio me proporcionou a experiência de ver o mundo de um local diferente do globo. O que parece ser simplesmente um deslocamento geográfico, muda a forma como vemos e pensamos o mundo. Tive contato com outra cultura, outros problemas sociais e políticos e, apesar das diferenças, percebo que as semelhanças se sobressaem.”

Andrea Galvão, 24 anos, estuda direito na PUC de São Paulo. Em 2014, ela cursou um semestre da graduação na Universidade Católica Portuguesa, no Porto.
“A universidade em que fui estudar no Porto tem currículo internacional, então, mesmo sendo em Portugal, oferece aulas em inglês. Assim, eu tive essa experiência de viver em um país que fala a minha língua, mas exercitei um novo idioma.
As disciplinas que cursei eram voltadas para direito internacional, que é a minha área de interesse. Assim, mesmo eu tendo cursado elas na Europa, posso aplicar esses conhecimentos no Brasil.

Eu gostei muito do Porto. Se compararmos com São Paulo, que é a minha cidade, é um lugar pequeno, mas trata-se da segunda maior cidade de Portugal e lá tem muita coisa pra se fazer. Há inúmeras atividades culturais por lá e quase tudo é próximo, então é fácil se locomover. No centro da cidade, você consegue fazer tudo, desde ir em lojas até uma balada. A minha universidade ficava ao lado da praia, então era muito bom ter esse contato diário com o mar.

Com a minha experiência por lá, ao voltar para o Brasil, consegui entrar em um grupo de estudos da PUC sobre direito internacional, com o qual consigo contribuir a partir do que aprendi na Europa.”