segunda-feira, 30 de maio de 2016

Politicas Públicas é global



Faz sentido estudar Políticas Públicas no exterior?



 Entenda o que leva uma pessoa com aspiração de influenciar a criação de políticas públicas no Brasil a fazer um mestrado fora 


A resposta à pergunta acima é simples: tudo depende dos seus objetivos. O Brasil tem uma tradição acadêmica muito forte, mesmo quando se trata de objetos de ensino aplicados: nossos mestrados são stricto sensu, duram dois anos e têm foco teórico. “O mestrado no campo de públicas aqui no Brasil contribui muito para quem quer seguir carreira acadêmica ou quem precisa do título para entrar ou ter uma promoção em algum cargo do setor público”, diz o economista Valdemir Pires, coordenador do curso de Administração Pública da Universidade Estadual Paulista (Unesp). Grande parte das dissertações desenvolvidas é ligada a questões locais, e as análises podem servir como base teórica para discutir problemas em setores específicos do governo, mas sua função prática é restrita.

Já no exterior, os mestrados podem durar apenas um ano e costumam ser mais profissionalizantes. Em algumas escolas, há a possibilidade de o estudante apresentar um projeto ao fim do curso, no lugar da tradicional tese dissertativa. Para Fernando de Souza Coelho, doutor em Administração Pública e Governo pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e professor da Universidade de São Paulo (USP), a grande diferença em relação ao Brasil está na metodologia de ensino. “Em geral, os mestrados em políticas públicas nos Estados Unidos e na Europa têm um cunho menos acadêmico e mais prático. Eles são ideais para quem quer adquirir um conhecimento aplicado ou desenvolver habilidades de liderança”, afirma.

Faz sentido estudar fora para um funcionário público brasileiro que cresceu no seu departamento e sente que precisa aprimorar algumas competências para tomar decisões e gerir uma equipe maior. Ou alguém que busca uma posição num Ministério, como o de Energia, por exemplo, e precisa ter conhecimentos específicos na área para entrar, que podem ser abordados em cursos no exterior. Para quem quer trabalhar em órgãos multilaterais, como o FMI, o mestrado fora também é uma ótima porta de entrada. Para outros que querem entrar em ONGs internacionais, é uma boa forma de adquirir bagagem e conexões importantes. Funcionários do Itamaraty também costumam cursar matérias de relações internacionais no exterior. “O importante é escolher bem a escola, dando preferência àquela com que você se identifica, tanto com o ambiente, quanto com a proposta de ensino”, pontua Fernando.

Contribuições
Embora a internet tenha reduzindo bastante as distâncias entre países, no que diz respeito à troca de informações e opiniões na área, a vivência no exterior possibilita ao estudante fazer comparações mais profundas com o Brasil, em relação a condições de trabalho e a influências políticas no setor, por exemplo. “Assim, é possível voltar com novas propostas de soluções e alternativas para lidar com os nossos problemas e até superá-los, considerando, claro, as especificidades de cada local”, diz o pesquisador de gestão pública e professor da UFMG Ivan Beck, que fez um doutorado em Administração Pública na Aston University, na Inglaterra.

Sandra Inês Granja, especialista em Politicas Públicas da Fundação do Desenvolvimento Administrativo (Fundap) – órgão do governo de estado de São Paulo -, acredita que um profissional que decide fazer um mestrado nessas áreas no exterior pode trazer uma contribuição relevante para o governo brasileiro. “Outros países podem ter encontrado soluções pertinentes para problemas que também enfrentamos. Claro que elas não poderão ser simplesmente transpostas para a nossa realidade, mas é importante saber como foram aplicadas lá fora para refletir sobre os desafios e encontrar nossas próprias soluções”, ressalta.


sábado, 14 de maio de 2016

HELDER BARBALHO mais forte



Helder Barbalho assume Ministério da Integração Nacional
Gestor já esteve à frente do Ministério da Pesca e Aquicultura e da Secretaria de Portos da Presidência da República
Por Assessoria de Comunicação
Publicação: 12/05/2016 | 20:04
Última modificação: 13/05/2016 | 12:01






Brasília-DF, 12/5/2016 - O ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho, tomou posse no cargo nesta quinta-feira (12) durante cerimônia no Palácio do Planalto. Escolhido pelo presidente da República interino, Michel Temer, para compor a equipe ministerial, Helder Barbalho nasceu em Belém do Pará. Ele é pós graduado em Gestão Pública pela Fundação Getúlio Vargas-SP, com o título de MBA Executivo em Gestão Pública. Graduou-se em Administração no ano de 2002, pela Universidade da Amazônia (Unama).

Atualmente, Helder Barbalho é presidente em exercício do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) no Pará. Em 2015 foi ministro da Pesca e Aquicultura. Após a reforma ministerial daquele ano, tornou-se ministro-chefe da Secretaria de Portos da Presidência da República. Exerceu o cargo até maio de 2016 quando foi convidado para ser ministro da Integração Nacional.

Entre os anos de 2009 e 2014 foi presidente da Federação das Associações de Municípios do Estado do Pará - Famep; representando os 144 municípios do Estado do Pará.

Concorreu ao Governo do Estado do Pará em 2014, vencendo o primeiro turno com 1.795.992 votos (49,8%); no segundo turno, com 48,08%, equivalente a 1.721.479 foi o segundo colocado.

Em 2004, Helder foi eleito prefeito do segundo maior município do Estado do Pará - Ananindeua - e em 2008, foi reeleito no primeiro turno. Teve gestão premiada nacionalmente, dentre elas:

- Gestor Eficiente da Merenda Escolar em 2007, 2010 e 2012.

- Prefeito Empreendedor, do SEBRAE Pará, nos anos de 2008 e 2010, pelo incentivo dado à geração de emprego e renda para a população de Ananindeua.

- Prêmio Objetivos de Desenvolvimento do Milênio do Brasil, o ODM, com o Projeto Escola Ananindeua.

- Selo Unicef Município Aprovado com relação as ações implementadas nos anos de 2009 a 2012.

- Deputado estadual mais votado, eleito em 2002, Helder foi presidente e relator das principais comissões, entre elas: a LDO, PPA e LOA.

Começou carreira política em 2000 como vereador de Ananindeua.

sábado, 7 de maio de 2016

Obama, um politico sábio



Obama diz que ainda há muito a ser feito contra o racismo
Joshua Roberts/Reuters 

 Barack Obama em discurso de formatura: “Não podemos ser sonâmbulos na vida"


Da REUTERS
Washington - O presidente norte-americano, Barack Obama, disse em um discurso de formatura neste sábado que as relações raciais nos Estados Unidos melhoraram nas últimas três décadas, mas acrescentou que ainda são necessários avanços significativos.  “Eu lhes digo isso não para levá-los à complacência, mas para estimulá-los a agir, porque ainda há muito trabalho a ser feito”, disse Obama a cerca de 2.300 graduandos da Universidade Howard, em Washington, reconhecendo que racismo e desigualdade ainda persistem. “Não podemos ser sonâmbulos na vida.” 

Os Estados Unidos têm enfrentado uma série de controvérsias raciais nos últimos anos, incluindo a morte, em 2014, de um jovem negro desarmado por um policial em Ferguson, Missouri, em um episódio que chegou a desencadear protestos por vezes violentos.  Os Estados Unidos têm uma desigualdade racial em oportunidades econômicas, disse Obama, observando que a taxa geral de desemprego nos EUA é de cerca de 5 por cento, mas está próxima de 9 por cento para os negros.

Obama, filho de mãe branca e pai africano, disse aos graduandos para se orgulharem de sua identidade racial.  “Sejam confiantes em sua cor”, disse Obama, acrescentando que “não há um jeito de ser negro… não há limites nem testes para autenticidade.”